Um dia após o enterro, túmulo de Deivison Kellrs recebe visitantes

Um dia depois do enterro do vocalista da Banda Torpedo Deivison Kellrs, o túmulo do cantor já começou a ser visitado pelos fãs. Admiradores foram ao Cemitério de Santo Amaro homenagear o artista que faleceu no último domingo, vítima de câncer no fígado. Localizada em uma parte nova do cemitério, onde ficam jazigos privados, a lápide de Deivison era vista de longe pela quantidade de flores depositadas ao pé da urna, que deverá ser uma das mais visitadas em 2 de novembro, Dia de Finados.
A dona de casa Danielle Monique é uma das que foi prestar homenagem ao cantor na manhã desta terça-feira (21). “Acompanhei a carreira dele e toda a luta contra o câncer. Perdi o meu pai do mesmo jeito recentemente, então vim visitar [o túmulo]”, contou. O motorista Carlos Eduardo Santos foi outro que esteve no local. “Gostava muito das músicas dele. Não vim ao enterro porque estava trabalhando, mas se pudesse teria vindo com certeza”, afirmou.


O corpo de Deivison Kerlls foi enterrado na segunda-feira sob forte comoção. Uma multidão emocionada se despediu do ídolo. Os sucessos do grupo foram cantados em coro pela massa de admiradores, que disputou cada centímetro da área onde o corpo do cantor foi sepultado. A música Fase Ruim, com o refrão “meu amor, não me deixe”, foi o hino absoluto da despedida.

Demora no sepultamento pelo tamanho do caixão Também houve situações de tensão durante o sepultamento. O caixão com o corpo do cantor inicialmente não coube no compartimento. Um revestimento interno de plástico teve que ser retirado para que o caixão coubesse. Enquanto isso, uma funcionária da segurança do cemitério tentou afastar a multidão disparando para cima um taser (espécie de arma não letal) de eletrochoque. Ação da segurança desencadeou um rápido tumulto e a funcionária, bastante hostilizada por parte dos presentes, precisou ser escoltada para deixar o local.


A empresa responsável pelo sepultamento informou que a demora na colocação no compartimento ocorreu pela falta de informação das dimensões exatas do caixão. “A urna onde ele foi enterrado é uma urna especial, maior. Foi uma doação da empresa à família, uma forma de homenageá-lo. A funerária não sinalizou nada para nós sobre o tamanho, disseram que daria, por isso houve o atraso. O processo levou o dobro do tempo por causa disso”, disse Andreza Melo, coordenadora administrativa da companhia.

Segundo Andreza, a urna utilizada é diferente porque não permite a entrada de insetos nem a decomposição por necrochorume. Caso o jazigo tivesse sido comprado pela família do cantor, custaria certa de R$ 9.130. A empresa doou a estrutura por dois anos e um dia, tempo necessário para que o corpo se decomponha completamente e os restos mortais sejam transportados para o ossuário.
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