Mistura do funk carioca com eletro e brega faz sucesso no Sul e Nordeste

Origem desses fenômenos musicais está no funk carioca. Mas cada turma pegou um pouco dessa influência e fez uma mistura. No Paraná, tem o eletrofunk! E do Recife veio o bregafunk!
O Fantástico mostra os estilos musicais que tão fazendo a cabeça do pessoal no Nordeste e no Sul do país. É a mistura do funk carioca, que todo mundo conhece, com sotaques diferentes. Eles atraem uma legião de fãs e viraram ídolos. A origem desses fenômenos musicais está no funk carioca. Mas cada turma pegou um pouco dessa influência e fez uma mistura. No Paraná, tem o eletrofunk, música de balada mais funk. E do Recife veio o bregafunk! “É um brega solto, todo mundo dançando solto, não tem negócio de dançar agarrado”, explica MC Leozinho. No bregafunk, o esquema de produção é artesanal. “CD a gente faz pra dá. Sai dando nas carrocinhas de CD, sai dando nas casas de show, para o público, para o fã, todo mundo vai passar... Agora mesmo estava ali dando um bocado”, destaca. Em casa, todo mundo ajuda a embalar os CDs, que são gravados em pequenos estúdios, em comunidades da periferia do Recife. “A gente grava as cinco músicas novas e vai soltando uma de cada vez. Soltou na carrocinha, vai pra toda comunidade.”, conta Sheldon. No interior do Paraná, as caixas que amplificam o som são um pouco maiores... Os maiores fãs do eletrofunk são da turma do som automotivo. Gente que investe pesado em aparelhagens ultrapotentes, que podem chegar a um volume ensurdecedor. Do palco, o DJ dá o comando para o começo da festa numa chácara em Marechal Cândido Rondon, a 600 quilômetros de Curitiba. E todo mundo, que está na festa, coloca as rádios na mesma frequência. No local se repara o contraste, enquanto as vaquinhas ficam quietinhas, o pessoal transforma a caçamba e o teto do carro em pista de dança. É tanta paixão pelo eletrofunk que tem gente que empresta o carro para a gravação dos videoclipes. “A gente não gasta absolutamente nada. Tudo é esquema de parceria”, explica um empresário Alexandre Alves. No Recife, os MCs Metal e Cego também contam com o apoio de parceiros. “Eles me divulga e eu deixo eles bonitos. Bota o óculos na cara pra ela ver”, disse o vendedor. Toda ajuda é bem-vinda, porque ser ídolo do bregafunk custa caro. Para chegar no show, limousine. O estilo é de ostentação. Cego: São mulheres bonita, é dinheiro no bolso, é whisky do caro... Metal: É corda de ouro, colar de prata, carro, moto... Sheldon: Calça skinny, coladinha. Tem mais estabilidade pra dançar, como a gente dança muito. No sul, a MC Mayara, a estrela do eletrofunk, aposta no shortinho. Mas o frio paranaense é inimigo do figurino. Mayara: Minha perna fica toda roxa, mas acostumei já. Fantástico: Acostumou a sofrer? Mayara - Acostumei. Tem que ter pensamento positivo e pensar que frio é psicológico. Pra esquentar, tem que rebolar muito. O passinho é emprestado do funk carioca. Mas as semelhanças com o Rio, segundo os MCs do eletrofunk, param aí. “Só que no Rio tem muitos palavrão. Tem coisas que não é legal, denigrem a imagem da mulher. E o eletrofunk não. O máximo que você vê é o duplo sentido”, destaca. A mente por trás dessas letras é Edy Lemond. “Às vezes, as pessoas me perguntam. Ed, como que você faz tantas letras? Eu falo, eu acho que eu não faço. Acho que Deus que me dá”, disse. Toda a produção musical dos MCs vai pra internet e vira sucesso. Milhões de pessoas acessam. “Se a gente fizer uma coisa muito bem produzida já não é mais o eletrofunk Brasil. Então, tem que ser uma coisa bem trash, bem amadora mesmo”, explica o empresário. As turmas do sul e do nordeste também usam as redes sociais pra divulgar videoclipes e datas das festas. E, quando acontecem os shows, não tem diferença de estilo, de jeito de dançar, de sotaque. Seja o bregafunk no Recife. Seja o eletrofunk no Paraná... Fonte: Fantástico
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